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Title: Aréa Da Leitura
Description: Biblioteca do forum


Hinata - July 21, 2009 08:15 PM (GMT)
Hoje todos falam o quão importante é o habito da leitura e tal, eu adoro ler.
Então estou abrindo aqui a biblioteca do forum, onde poderemos discutir sobre livros, recomendar, vai ser igual o tópico de filmes.


Alguns benefícios da leitura:

- criatividae
- vocabulário
- prevenção de doenças cronicas como Parkinson e Alzheimer
- melhora da escrita
- imaginação
- ampliação ponto de vista
- aquisição de conhecimento

Etc...



Minha dica de leitura é:

- A Menina que Roubava Livros
- Uma Breve História do Tempo
- Almanaque do Rock
- O Pequeno Principe
- O Triste Fim de Policarpo Quaresma
- Caçador de Pipas

Kiyone - July 22, 2009 11:36 AM (GMT)
OH GOD!
COM A FACUL SÓ CONSIGO LER LIVROS NAS FÉRIAS DE FIM DE ANO...
OS LIVROS QUE LI ESSE ANO FORAM SOBRE CONSTITUCIONAL, CIVIL, PROCESSO CIVIL...ETC...
E NESSAS FÉRIAS AINDA FUI INVENTAR DE FAZER CURSINHO PARA CONCURSO... OU SEJA, TÔ EU TENTANDO RELEMBRAR MATRIZES...RSRSRS...

QUERO MINHA VIDA DE VOLTA!!!

GENTE, LEIAM "O PEQUENO PRINCIPE" POR MIM...

AMO VCS...
TCHAU...

Uzumaki - July 22, 2009 02:08 PM (GMT)
O Pegueno Principe eu ainda nao li, mas se estao dizedno q é bom.
Gosto bastante dos livros do Dan Brown, o meu favorito dele é Fortaleza Digital, enquanto eu nao terminei de ler eu nao soceguei. Agora to lendo Ponto de Impacto, só q nao to gostando muito, mas já comecei, agora vou até o fim.


gpcat - July 23, 2009 01:09 AM (GMT)
Já que é uma área de leitura... indico "Meu Amigo, Meu Amor", de Greiciellen (eu mesma XD). hehehehehe

É um romance juvenil, mas quem gosta de um bom romance vai gostar ^^

Síntese no blog: http://meuamigomeuamor24x7.blogspot.com/


Tia Kiykiy, tô na sua situação, ultimamente só leio livros pra analisar ou teóricos... Sinto falta de ler algo que EU escolhi ler...

MasakiLHW - July 23, 2009 09:08 AM (GMT)
QUOTE
GENTE, LEIAM "O PEQUENO PRINCIPE" POR MIM...

ja li.... dizem q toda criança e miss-alguma-coisa, ja leu esse livro.

QUOTE
Já que é uma área de leitura... indico "Meu Amigo, Meu Amor", de Greiciellen (eu mesma XD)

ja li.... nao curto o tema "romance ultra mega light", por ser tudo muito perfeito e bunitinho, mas soube conduzir bem a historia. Tirando q fiquei com vontade de esmurrar a cara da protagonista do inicio ao fim, eh um bom livro.

PS1: foi a primeira vez q vi alguem colocando smiles em um livro.
PS2: putz... todo mundo usa jeans.
PS3: foi so coincidencia, ou vc fez "crossover" com sua vida? Sua tia patrocinou o livro?

gpcat - July 24, 2009 01:09 AM (GMT)
Eba, meu primeiro leitor \o/ (só espero que não seja o último XD)

1) Tudo bem querer esmurrar a protagonista, eu tb quis esmurrá-la algumas vezes, porque ela complica demais as coisas.

2) Quando fiz a primeira revisão, pensei em retirar os smiles, mas então pensei que é tão comum hoje em dia... Tirei e pus várias vezes até que acabei deixando.

3) Todo mundo usa jeans mesmo :P

4) a) A única coisa que parece com minha vida é o romantismo da protagonista, o resto é bem diferente. A história é mais inspirada em dois romances que li na adolescência e nas histórias que uma ex-colega de colégio me contava. B) Acredite, o nome foi coinciência. Quando percebi, quis trocar, por não querer provocar ciúmes, mas acabei deixando, porque não conseguia ver a personagem com outro nome...


Estou tão feliz que você disse que é um bom livro (mesmo realmente não fazendo o seu gênero), sua opinião vale muito pra mim, vc sabe ^^

MasakiLHW - July 24, 2009 01:19 AM (GMT)
QUOTE
4) Acredite, o nome foi coinciência. Quando percebi, quis trocar, por não querer provocar ciúmes, mas acabei deixando, porque não conseguia ver a personagem com outro nome...

Estranho eh q tem outras coincidencias, como "faculdade de letras em Monte Carlos"...

So nao consegui imaginar a protagonista loira... do inicio ao fim pra mim tinha cabelos negros.

gpcat - July 24, 2009 01:41 AM (GMT)
hehehehehehe Truques do meu inconsciente :P

Quando eu fiz a primeira revisão, percebi mtas referências, mas é natural. Não nego que existam semelhanças, só não foi proposital ^^''

luckyfe - July 24, 2009 02:08 AM (GMT)
Gpcat, acho que vc deveria ler os livros da Stephenie Meyer (Crepúsculo e continuações). São de romance e acho que vc ia gostar ^^'.

Eu não leio quase nada... os últimos livros que tive tempo de abrir foram os do vestibular do ano passado =\. Há um tempo atrás li O Cão dos Baskerville, do Sherlock Holmes, e gostei muito.

E eu acho que nunca li O Pequeno Príncipe, ou foi há tanto tempo que nem me lembro mais...

MDK Hakubi - July 24, 2009 03:43 AM (GMT)
QUOTE (Kiyone @ Jul 22 2009, 08:36 AM)
OS LIVROS QUE LI ESSE ANO FORAM SOBRE CONSTITUCIONAL, CIVIL, PROCESSO CIVIL...ETC...

Kiyone, vc não está sozinha... período passado li alguns de constitucional, sociologia, introdução ao direito, e os pensadores de praxe, como Montesquieu e Marx. <_<

Como sugestão de leitura, indico aquele do Aurélio Buarque de Hollanda, que é uma mão na roda quando o assunto é problemas com a semântica! :P

Caso esse não satisfaça, também indico A Megera Domada (The Taming of the Shrew), do Shakespeare. É uma comédia bem legalzinha, embora particularmente eu não tenha ficado muito satisfeita com o final... XD

Hinata - July 24, 2009 02:48 PM (GMT)
QUOTE
Gpcat, acho que vc deveria ler os livros da Stephenie Meyer (Crepúsculo e continuações). São de romance e acho que vc ia gostar ^^'.


Eu to lendo esses livros, to gostando bastante, e depois de ler o primeiro livro vou ver o filme. Tambem por q o ator q faz o Edward o Robert Pattinson é lindo...kkkkk

Uzumaki - July 25, 2009 12:41 AM (GMT)
1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer, esse tambem é bem legal

luckyfe - July 25, 2009 04:56 PM (GMT)
QUOTE (Hinata @ Jul 24 2009, 11:48 AM)

Eu to lendo esses livros, to gostando bastante, e depois de ler o primeiro livro vou ver o filme. Tambem por q o ator q faz o Edward o Robert Pattinson é lindo...kkkkk

Ele é lindo mesmo xDD. O filme eu não gostei não, pra mim a única cena boa foi quando eles jogam beisebol.

Eu terminei de ler Lua Nova (o 2º livro) semana passada e adoreii, é ainda melhor que o Crepúsculo. Muita gente, inclusive eu antes de ler, tem preconceito com esses livros, por ser um romancezinho adolescente. Tudo bem que o livro é narrado por uma menina de 17 anos que 90% do que ela descreve é o carinha que ela ama e o tanto que ele é maravilhoso. Mas eu me surpreendi bastante e fiquei fã da série, não é um livro pra refletir e talz, mas pelo menos ele diverte.

Ah e tava lembrando de uns livros que li ano retrasado e gostei muito. Um foi Crime e Castigo, de Dostoievski, e o outro foi Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Esse segundo literalmente me fez chorar em um dos capítulos.

Hinata - July 25, 2009 05:12 PM (GMT)
QUOTE
o outro foi Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Esse segundo literalmente me fez chorar em um dos capítulos.


Eu tambem chorei muito lendo esse livro....Tambem chorei lendo Iracema...kkkkk


MasakiLHW - August 9, 2009 03:16 PM (GMT)
user posted image

Certificado MSK-Foot... testado e aprovado.

gpcat - August 13, 2009 01:09 AM (GMT)
QUOTE
Eu tambem chorei muito lendo esse livro....Tambem chorei lendo Iracema...kkkkk


Eu gosto muito do José de Alencar. Minha monografia da faculdade é sobre Iracema e O Guarani, mas o meu livro preferido é Senhora, já li umas quatro vezes.

Gosto dos contos de Machado de Assis também como A Cartomante, Cantiga de Esponsais, Uns Braços e Missa do Galo.

Gosto muito do conto "O primeiro beijo", de Clarice Lispector, mas o meu conto preferido dela é "Felicidade Clandestina".

FELICIDADE CLANDESTINA

Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.

Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".

Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.

Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.

Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E, completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.

Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia, nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.

No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono da livraria era tranqüilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.

E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!

E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.

Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.

Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.

Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.



in "Felicidade Clandestina" - Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1998

Hinata - August 13, 2009 08:54 PM (GMT)
Gpcat, como faço para ter um exemplar do seu livro??
Se eu for na livraria e encomendar eu consigo um????
[J08]

gpcat - August 15, 2009 11:38 PM (GMT)
Vc pode comprar no www.amazon.com ou no www.biblioteca24x7.com.br ^^




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